Parente entrega Petrobras

Engenheiros da estatal denunciam testa de ferro de FHC e Temer

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, foi denunciado pela AEPET (Associação dos Engenheiros da Petrobras). A denúncia foi apresentada na Assembleia Geral de Acionistas (AGE) da estatal, em abril.

Em seu voto, a AEPET lembrou as várias ações contrárias aos interesses da Petrobrás e do País tomadas pelo atual presidente da Companhia, Pedro Parente, tanto no período iniciado em 1999, quando, indicado pelo governo FHC, passou a integrar o Conselho de Administração da empresa, quanto agora, convidado por Michel Temer a encabeçar a atual diretoria executiva.

Entre os exemplos citados, destaque para a venda 36% das ações na Bolsa de Nova Iorque por apenas US$ 5 bilhões, quando valiam mais de US$ 100 bilhões; e o início do processo de desnacionalização da maior empresa brasileira, que quase chegou a mudar o seu nome para Petrobrax.

Shell tem diretor na Petrobras

A AEPET denuncia também que a Petrobras tem como diretor de Planejamento Estratégico o executivo Nelson Silva, ex-presidente do grupo British Gas, do grupo Shell, concorrente mais acirrado da estatal brasileira.

Ainda segundo a AEPET, o diretor Financeiro Ivan Monteiro, desde o governo Dilma, pressionado por uma grande empresa de auditoria estrangeira, produziu três estudos que ajudaram a criar falsa ideia de que a Petrobras está quebrada. Esta ação, prossegue a denúncia, completa a mentira sobre a necessidade de venda de ativos, a preço vil, para restabelecer o equilíbrio financeiro da empresa. “Em 2015, transformou-se um lucro bruto de R$ 98 bilhões – e líquido de R$ 15 bilhões – em um ‘rombo’ de R$ 34 bilhões”, denuncia a AEPET.

O documento destaca também que, na véspera da Assembleia, o Governo preparou o Decreto Nº 9.355/2018 para efetivar a entrega do patrimônio da Petrobrás para o cartel do petróleo. “No artigo 4º § único – I é dito que a preferência será dada aos atuais parceiros da Petrobrás: Shell, Exxon, Chevron – o Cartel. No art.5º, diz: caberá ao Conselho de Administração decidir a cessão”.

Apesar de ter sua condição minoritária agravada pelas novas regras e nomeações, a AEPET reafirma que seguirá na luta e compromisso com uma Petrobrás indutora do desenvolvimento nacional.

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